Os efeitos colaterais causados pelas enchentes nos veículos

As chuvas costumam provocar enchentes nas cidades brasileiras mal estruturadas. E assistimos na televisão, carros boiando em ruas transformadas em rios.

As centrais eletrônicas podem ser danificadas com um volume de água muito grande, mas a primeira providência é constatar se entrou água no sistema de lubrificação do motor. Pois pode ocasionar o calço hidráulico. O calço hidráulico é a mais famosa sequela que um carro pode sofrer após atravessar um alagamento. É o que acontece quando a água força a entrada através do escapamento e chega ao motor.

Alguns motoristas até conseguem superar essas enchentes sem o carro apagar no meio da água. Mas, mesmo depois de atravessar uma enchente com aparente sucesso, não há garantias de que o veículo não tenha sofrido alguma avaria.

Pode ocorrer a chamada quebra da biela, que é quando os pistões ficam impedidos de se deslocarem livremente pelos cilindros, isso afeta virabrequim, pistões e  biela, provocando o travamento do conjunto.

O motorista pode ficar atento ao comportamento do veículo depois de  passar pelo trecho alagado. A água é capaz de provocar problemas em diversos componentes do carro, inclusive no motor, até 5 mil quilômetros depois da situação. Por isso, recomenda-se verificar alguns itens. Um deles é o filtro de ar. Se houver barro ou folhas dentro do filtro são sinais de que a água pode ter entrado no sistema. Se houver acúmulo de água, o ideal é retirar o filtro e enxugá-lo e depois, efetuar a troca da peça.

Barulhos diferentes no motor e no ar condicionado do carro também é um sinal de que a água pode ter provocado estragos.
O próprio estado do óleo dá sinais de que alguma coisa está errada. Se ao puxar a vareta o óleo está com uma aparência e textura que lembram maionese, provavelmente entrou água no sistema. As correias podem apresentar ruídos, sinal de ressecamento e risco de rompimento. Os componentes elétricos também merecem atenção especial, pois há perigo de curtos.

Os componentes elétricos são muito bem vedados geralmente, mas é bom sempre checar. E ainda verificar a parte funcional do veículo, como buzina e lâmpadas.
Verificar a parte de baixo do automóvel é quase obrigatório. Afinal, a água costuma arrastar lixo e objetos.

A k2 Oficina mecânica aconselha colocar o veículo em um elevador para fazer uma pequena vistoria. Importante ver o assoalho por baixo do carro se ficou alguma marca ou se algo ficou preso no filtro de combustível, o que pode gerar problemas de funcionamento em outros sistemas. Galhos de árvore também podem ficar próximos à suspensão ou alojados na grade do radiador,

Instantâneas

-Alguns câmbios de veículos têm uma janela perto da embreagem, onde pode entrar água. Segundo a k2 Oficina mecânica a embreagem pode chegar a patinar por um tempo, mas depois o sistema seca normalmente.
-Durante travessia de um trecho alagado pode haver perda de aderência da correia, que pode não tracionar e afetar o funcionamento da direção hidráulica e do motor por conta da tensão do alternador. Mas, trata-se de um problema temporário, que se normaliza em poucos minutos geralmente.
– Os rolamentos são protegidos com retentores e não são atingidos pela água.
– Depois da enchente também se aconselha verificar se a água ficou acumulada em alguma parte do veículo: contornos de carroceria e afins, cantos, pois a água pode provocar corrosão.

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